Sempre que a gente fala do filho pródigo…
a gente pensa naquele que foi embora.
Mas essa história fala…
de três corações diferentes.
🌱 Tem O FILHO QUE SAIU
Que quis viver do jeito dele.
Que errou…
que quebrou a cara…
mas teve coragem de voltar.
E eu não estou falando só da história bíblica.
Estou falando do que acontece
dentro das nossas famílias.
Às vezes o filho sai por mil motivos.
Discussão.
Escolhas erradas.
Feridas que ninguém viu.
E quando ele volta…
quase sempre tem festa.
Porque pai e mãe…
esperam.
Não importa o quão difícil seja a situação.
Mãe espera filho.
Pai espera filho.
Mesmo quando dói.
🌱 E TEM O OUTRO FILHO o QUE FICOU
O que ficou.
O que sempre esteve ali.
O que fez tudo “certo”.
O que não foi embora.
E mesmo assim…
quando o irmão volta…
o coração dele se fecha.
Essa dor também é triste.
Muito triste.
Porque, no fundo,
ele esperava ser visto.
Reconhecido.
Escolhido.
E às vezes os dois filhos estão dentro de casa…
mas existe um ciúme silencioso
que vai machucando tudo.
Às vezes a gente não se identifica com o rebelde.
Mas se identifica com quem ficou.
Com quem ajudou.
Com quem esteve presente.
Com quem segurou as pontas.
E mesmo assim…
sentiu dor.
Sentiu ciúme.
Sentiu injustiça.
O PAI (E A MÃE)
E o pai…
não rejeita o filho que voltou.
E também não abandona o que ficou.
Ele convida os dois para a mesa.
E aqui a gente precisa prestar atenção.
Porque, sem perceber…
às vezes a gente repete isso com os nossos filhos.
Passa adiante dores
que ainda não cicatrizaram.
A gente fala muito do filho que foi.
E do filho que ficou magoado.
Mas quase ninguém fala do pai…
que ama os dois
e sofre em silêncio.
E quando eu falo pai…
eu falo da mãe também.
Porque, muitas vezes,
o maior pedido deles
não é que alguém esteja certo.
É que a família volte a se olhar com amor.
Talvez você já tenha visto isso também.
O CORAÇÃO De uma MÃE NO MEIO disso
Esta dor…
que quase ninguém vê.
A dor da mãe
Ela ama os dois filhos
o que precisa de mais cuidado.
E ama o filho
que foi forte desde cedo.
O que ajudou.
O que carregou junto.
E às vezes ela não sabe
como escolher um lado
sem perder um pedaço do coração.
Quando um filho se perde,
todos olham para ele.
Quando o outro se magoa,
todos defendem a razão.
Mas quem olha para a mãe…
que chora sozinha
tentando manter a família de pé?
Ela não quer saber quem está certo.
Ela só deseja
que ninguém se perca de vez.
Às vezes, o silêncio dela
não é indiferença.
É amor…
tentando não ferir mais ninguém.
Se você é mãe
e vive no meio dessa dor…
Deus vê você.
E se você é filho…
talvez hoje seja um bom dia
para olhar para essa mãe
com mais cuidado.
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